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sábado, 11 de janeiro de 2014

Morre a ex-jurada Marly Marley

A mulher do humorista Ary Toledo estava tratando um câncer no pâncreas 

Marly Marley morre aos 75 anos / Reprodução/YouTubeMorreu na noite desta sexta-feira, dia 10, a ex-jurada do "Programa Raul Gil", Marly Marley. 
 Mulher do humorista Ary Toledo há 45 anos, ela tratava um câncer no pâncreas e estava hospitalizada desde o dia 3 de dezembro no Hospital São Camilo, em São Paulo. Por meio de um boletim médico, a assessoria de imprensa da instituição confirmou a morte. "A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo informa que a Sra. Marly de Toledo, de 75 anos, faleceu no dia 10/01/2014, às 22h05, devido à encefalopatia hepática aguda secundária à neoplasia de pâncreas metastática", informa o comunicado. 


 Trajetória 
 Marly de Toledo, nome real de Marly Marley, nasceu em 5 de abril de 1938 em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Formou-se no magistério e em pedagogia, mas nunca trabalhou nessas áreas. Ela também estudou balé, acordeon, piano e canto. Como desde cedo mostrou gosto pelo palco, aos 17 anos já estava na terceira fila das Girls, no Teatro de Revista, na época uma legítima expressão artística brasileira. Não demorou muito para tornar-se uma vedete, o máximo no gênero e com uma característica: a primeira e única vedete que surgiu em São Paulo. 
A maioria das vedetes surgiram no Rio de Janeiro, na época a capital federal, onde Marly também atuou. Na cena paulistana fez no Teatro Natal o espetáculo "Tá Rosa e não Está Prosa", com Zeloni e Renata Fronzi, e "Precisa-se de um Presidente", ao lado de José Vasconcelos. Depois disso também atuou em "Vai Acabar em 69", "Pega, Mata e Come", "Só Porque Você Quer" e "Esta Mostra Tudo". 
 Com os comediantes Gibe e Simplício, Marly montou várias outras produções próprias. Em 65, ela deixou o gênero, que já estava em outro padrão, com muitos palavrões e resvalando para a pornografia. No teatro de comédia, a artista também teve presença marcante. Com Dercy Gonçalves fez a clássica "Dona Violante Miranda". Também esteve em "O Cunhado do Ex-Presidente" e atuou em operetas ao lado de Vicente Celestino e Gilda de Abreu. Mais tarde fez longa temporada com "O Vison Voador", que teve produção sua. Gravou várias marchinhas de Carnaval, com destaque para "Índia Bonitinha" e "Marcha da Baleia". No cinema atuou em comédias do Mazzaropi e mais recentemente integrou o elenco do filme "Chega de Saudade", de Laís Bodanzky. Na televisão, Marly Marley fez parte do elenco de inauguração da Band, onde era destaque nos programas de humor, principalmente no "Show de Mulheres". Trabalhou também na TV Excelsior e na Tupi. 
 Atuou durante um bom tempo como jurada do “Programa Raul Gil” na Record, Manchete, Band e agora SBT. Ainda na TV Tupi, ela fez a novela "O Amor tem Cara de Mulher". Já na emissora de Silvio Santos participou de “Meus Filhos, Minha Vida”. Marly também esteve no gran finale da novela "Belíssima", na Globo, onde o autor Silvio de Abreu fez uma homenagem às vedetes do Brasil, colocando em cena as remanescentes do gênero, com todas as plumas e paetês a que tinham direito.

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