Wesley chegou à delegacia com a
camiseta rasgada e aparentes hematomas no rosto. "Todo mundo está vendo
meu corpo e ela não tem nenhum roxo. Ela sai ilesa e eu que vou pagar a pena.
Não agredi nenhum deles e eles montaram em cima de mim", reclama.
Responsável pelo caso, a titular
da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), delegada Ana Elisa
Martins, disse que Wesley prestou depoimento e também negou todas as acusações.
"Ele afirmou que as duas mulheres é que começaram a brigar com ele e que
ele é a vítima da história".
A prima e a tia também foram
ouvidas. Segundo a delegada, as duas contaram que Wesley é usuário de drogas e
consome bebidas alcoólicas constantemente. "De acordo com elas, sempre que
o Wesley bebe, fica muito agressivo", destaca. Além do suspeito e das duas
vítimas, policiais militares que atuaram na ocorrência também depuseram em favor
das mulheres.
Exames de corpo de delito
confirmaram que as mulheres têm ferimentos na cabeça e nos braços. Como a
Delegacia da Mulher não tem carceragem, o estudante foi levado para uma cela da
Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e está à disposição da Justiça.
Wesley foi atuado pelos crimes de
ameaça, injúria e lesão corporal contra as duas vítimas. Caso seja condenado,
pode pegar até sete anos e meio de prisão.





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