Pistola calibre 380 com licença vencida foi apreendida na casa de Silval.
Apartamento de Silval Barbosa foi alvo da Operação Ararath, nesta terça.
Silval Barbosa é Nascido em Borrazópolis (Veja matéria publicada aqui no site)
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| Silval Barbosa nasceu em 1961 em Borrazópolis |
Diversos mandados de busca e
apreensão também foram cumpridos em outras residências de autoridades públicas,
empresas privadas e órgãos públicos. O deputado estadual José Riva (PSD) e o
ex-secretário de fazenda Éder Moraes tiveram as prisões decretaras pela Justiça
e foram encaminhados para Brasília (DF), onde devem prestar depoimento. As
investigações apontaram que o dinheiro era oriundo de empresas negociadoras de
crédito, chamadas de 'factorings', sendo algumas delas de fachada.
O secretário de Comunicação do
estado, Marcos Lemos, confirmou ao G1 o pagamento feito pelo governador para
ser liberado. Por meio de nota, Silval Barbosa diz estar “tranquilo e convicto
de que todos os fatos, envolvendo o cumprimento de mandados judiciais em sua
residência serão devidamente esclarecidos”.
Ao deixar a sede da PF, o governador preferiu não falar com a imprensa.
"A polícia não chamou o
governador para prestar esclarecimentos sobre isso [Operação Ararath]. Ele foi
conduzido para prestar esclarecimentos com relação à questão da arma que ele
mesmo apresentou para a polícia. Não tem nada em relação à operação. Ele
apresentou os documentos da arma. O delegado recebeu os documentos e visualizou
que a questão do registro estar vencido não era do conhecimento do governador”,
declarou o advogado Ulisses Rabaneda, logo após a saída do governador da
Superintendência da Polícia Federal.
Prisões e mandados de busca
A Polícia Federal deflagrou a
quinta fase da Operação Ararath e cumpriu mandados de busca e apreensão nas
casas do deputado estadual José Riva (PSD), do conselheiro do Tribunal de
Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo Almeida, do prefeito Mauro Mendes (PSB),
além do governador Silval Barbosa. O gabinete do prefeito também foi alvo da
operação, como ainda o gabinete de um promotor de Justiça, no Ministério
Público Estadual (MPE).
Os agentes federais também foram
até a sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), no Centro Político
Administrativo, e recolheram documentos. A operação foi motivada por um
inquérito que tramita desde março no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual um
dos investigados é o senador licenciado Blairo Maggi (PR-MT). Senadores e
deputados federais têm prerrogativa de foro, isto é, só podem ser alvos de
investigação autorizada pelo Supremo.
Pelo menos 59 pessoas, entre
físicas e jurídicas, são investigadas por crimes financeiros e lavagem de
dinheiro, conforme o juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jefferson
Schneider, responsável por encaminhar as decisões judiciais referentes à
operação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado informou que decretou
duas prisões, sendo uma preventiva e outra temporária, e 30 conduções
coercitivas, quando o investigado é levado pela polícia para prestar
esclarecimentos sobre o crime. Também disse que recebeu denúncia contra quatro
envolvidos tornando-os réus na ação. Porém, o Supremo deliberou por mais
mandados de busca e apreensão e ainda por prisões cautelares.
O ex-secretário Éder Moraes já
atuou como secretário-chefe da Casa Civil, secretário da Fazenda, presidente da
Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (MT Fomento) e da Agecopa,
antiga Agência de Execução de Projetos da Copa. Atualmente ele atua como
apresentador de um programa de televisão e teve prisão preventiva decretada
pela Justiça Federal.
Ao deixar a Superintendência da
PF dentro de um veículo policial, Moraes chegou a acenar para os jornalistas e
curiosos que estavam no local. Um rojão chegou a ser disparado nas imediações
no momento exato da saída do comboio da PF pela Avenida Historiador Rubens de
Mendonça (Avenida do CPA).
Já o deputado estadual José Riva
preferiu esconder o rosto com as mãos no momento em que o carro saiu da garagem
da Superintendência da PF sob escolta. Os advogados dos investigados preferiram
não comentar o assunto.
Via: G1 Mato Grosso
Via: G1 Mato Grosso






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