Vargas é alvo de denúncia de envolvimento com doleiro e se desfiliou do PT.
A defesa do parlamentar informou que não foi notificada sobre a ação.


O
Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para
decretar a perda do cargo do deputado federal André Vargas (PR) após ele ter se
desfiliado do partido, em abril. Desde que deixou o PT, Vargas está sem
partido.
A
defesa do parlamentar informou que não foi notificada sobre a ação e só vai se
manifestar depois.
André
Vargas é alvo de denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso
pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. A operação investigou um
esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. O
parlamentar é suspeito de fazer tráfico de influência no Ministério da Saúde.
Ele também admitiu ter viajado em um jatinho fretado pelo doleiro preso pela
PF. Por conta das denúncias, no dia 25 de abril, Vargas se desfiliou do PT.
Ao
TSE, o PT diz que a resolução do tribunal sobre fidelidade partidária só
permite ao parlamentar que deixa o partido pelo qual foi eleito manter seu
mandato no caso de incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido;
mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; e grave
discriminação pessoal.
Para
o PT, o deputado foi eleito pela legenda para exercer o mandato e o documento
apresentado por Vargas sobre a desfiliação "não expõe os motivos de sua
iniciativa". "Resta caracterizado, a toda evidência, o desligamento
voluntário da agremiação e exposição de motivos pessoais alheios ao programa
partidário ou que denotem discriminação."
Nesta
segunda, após reunião da Comissão Executiva Nacional da legenda, em Brasília, o
presidente do partido, Rui Falcão, disse que a cadeira de Vargas deve ser
ocupada pelo suplente dele, o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR).“O que me
perguntaram na reunião hoje e eu confirmei [aos dirigentes] é que nós estamos
pleiteando o mandato do André Vargas”, disse Rui Falcão.
Retorno após
licença
Na
semana passada, Vargas compareceu à sua primeira sessão no plenário da Câmara
após o retorno da licença que havia anunciado em 7 de abril e deveria durar 60
dias. Ele é investigado pelo Conselho de Ética da Câmara por denúncias de
suposto envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.
Apesar
de estar prevista para durar até 5 de junho, a licença temporária de Vargas
teve o seu fim anunciado no último dia 14 pelo parlamentar ao presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Com o retorno, ele voltará a receber
salário, verba de gabinete e o chamado "cotão", recursos destinados a
pagar telefonemas, serviços postais e passagens aéreas.
Via: G1 Política
Via: G1 Política





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