Procure a matéria - Aqui

SLIDES



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Fotógrafo e autor das imagens nos chocolates Surpresa morreu em frente ao Hospital no Rio de Janeiro

O fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, 63, que morreu em frente ao Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio, na segunda-feira (2), era autor das imagens que acompanhavam o chocolate Surpresa. Marigo, que era especialista em fotografar natureza, também havia feito trabalhos para revistas como a Geográfica Universal.


Após passar mal quando voltava para casa, depois de uma corrida no Aterro do Flamengo, Marigo provavelmente sofreu um infarto dentro do ônibus. De acordo com testemunhas, o motorista chegou a mudar o itinerário e parou em frente ao INC para pedir socorro, porém o fotógrafo não foi atendido por nenhum médico do hospital, que está em greve e não tem atendimento de emergência. 

Cecília Marigo, mulher do fotógrafo,  relatou que passou em frente ao instituto no horário em que o marido passava mal. Ela conta que viu uma confusão, mas não se atentou para o que  havia ocorrido. Como o fotógrafo não tinha celular, diz ela, não conseguia contato com o marido. A família ficou sabendo da morte de Marigo depois de ver uma fotografia divulgada pelo site do jornal O Globo.

"O hospital não estava querendo atendê-lo porque não tem emergência e estava em greve. Uma ambulância do Samu chegou lá e podia tê-lo salvado a tempo. Se tivesse sido atendido 20 minutos antes, talvez tivesse sido salvo. Ele nunca teve problemas cardíacos, foi uma surpresa" lamentou a viúva.

Ao jornal O Globo, o motorista do ônibus Amarildo Gomes contou que passageiros pediram ajuda na unidade de saúde, mas ouviram que não havia emergência e, por isso, Luiz Cláudio não podia ser atendido.
"Achei aquilo um absurdo, um pouco caso com a vida humana. Podia ser qualquer um no lugar dele", disse Amarildo.

O Samu, avisado pelos passageiros, prestou os primeiros socorros a Marigo. Bombeiros também tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas sem sucesso, relatou o motorista.
Em entrevista nesta quarta-feira (4) à TV Globo, a diretora médica do INC, Cynthia Magalhães, negou que tenha havido omissão de socorro. "Acho que houve uma má informação da gravidade do que estava acontecendo ali, dentro do ônibus. A gente não tem como saber o que está acontecendo dentro de um ônibus", disse.

Segundo informações do Estadão, médicos que atuam no instituto podem ser indiciados por homicídio doloso (intencional). A Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) investigam a responsabilidade dos médicos do INC no episódio.
A família de Marigo está acompanhando as investigações para decidir qual providência tomar. "Só vamos tomar qualquer medida depois de conhecer as conclusões das investigações da polícia e do Cremerj", afirmou a viúva.

 O fotógrafo foi sepultado na terça-feira  (3), no cemitério São João Batista. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário