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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Campanha Corrida pela Cura - Transforma a viagem até o hospital


Um Opala 1974 foi o prêmio escolhido pela Associação Paranaense de Apoio à Criança com Câncer (APACN), de Curitiba, para divulgar a campanha "Corrida pela Cura". A iniciativa pretende arrecadar fundos para a entidade. Na internet, um vídeo da campanha já ultrapassou as 15 mil visualizações, em apenas cinco dias.


No vídeo, a ida das crianças até as sessões de quimioterapia foi transformada em algo surpreendente: uma corrida de carro dentro de um Opala 1974 sendo conduzido pelo piloto da Stock Car e ex-piloto da Fórmula 1, Ricardo Zonta. Ele levou as crianças para receberem o tratamento e, na volta, para uma corrida com outros Opalas antigos em uma pista de verdade.
Dos dez mil bilhetes, que começaram a ser vendidos em  julho, antes mesmo da divulgação do vídeo, três mil já foram vendidos. Cada bilhete custa R$ 20,00. O sorteio será realizado no dia 22 de novembro pela Loteria Federal.
'Corrida pela Cura'
A campanha "Corrida pela Cura" foi criada pela agência CCZ WOW, de Curitiba, sem nenhum custo. “O projeto foi viabilizado sem R$ 1 de verba. Conseguimos parceiros para tudo, desde o fotógrafo até a gráfica. Foi tudo no amor”, conta Rita de Cássia do Amaral, responsável pelo projeto.
“A demanda chegou para que a gente criasse uma campanha para divulgar o sorteio do carro, e a gente resolveu pensar em algo diferente, em transformar a parte mais difícil na rotina das crianças, que é a ida para a quimioterapia. Queríamos algo que pudesse ser legal, mágico de alguma forma”, diz. O projeto liderado pelo diretor de criação da agência, Rodolfo Amaral, envolveu cerca de 100 pessoas.
Carro doado
A campanha começou com a doação do médico Eurípedes Ferreira, de 74 anos. Ele é um dos fundadores da APACN. O carro era uma relíquia da família e tinha sido reformado recentemente. O hematologista conta que comprou o Opala de um amigo de Brasília no ano de 1976.
“Usei por muitos anos, até a década de 90”, diz. Em 1993, um dos filhos de Ferreira levou o carro a Curitiba – na época, o médico morava em São Paulo – e o hematologista ficou 17 anos sem ver o Opala.
“Meus filhos me deram o carro renovado quando fiz 70 anos”, relata. Com a falta de tempo para usufruir do presente, o médico resolveu doá-lo para a associação. “Decidi doar porque a APACN é uma das minhas paixões da vida. Ajudei a criar e sei que ela está sempre lutando para sobreviver”, afirma. Ferreira conta que conversou com os filhos, que concordaram com a iniciativa, antes de doar o Opala para a instituição.
Atualmente, além de fazer parte do conselho da APACN, Ferreira atua como médico nos hospitais Pequeno Príncipe, que é infantil, e Nossa Senhora das Graças, ambos em Curitiba.
Ele explica que o dinheiro arrecado será usado na construção de leitos especiais, entre seis e oito, para pacientes de transplante de medula óssea. Além da melhoria da infraestrutura da APACN, dois carros de pequeno porte para o transporte dos pacientes, máscaras, fraldas, alimentação e combustível serão comprados com o dinheiro arrecadado com a venda dos bilhetes.
A associação
A APACN é uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo a humanização do tratamento de câncer de crianças e adolescentes carentes. Elas são acolhidas na APACN durante o período do tratamento, com um acompanhante – pai mãe ou responsável. Em 2013, 1.728 pacientes foram recebidos no local. Crianças e adolescentes até 18 anos, de todo o país, passam pela entidade.
Envolvido com a instituição desde quando ela surgiu, o hematologista lembra como a APACN foi fundada. “As crianças [de outras cidades e estados que iam à capital do Paraná para o tratamento] eram atendidas nos hospitais e, quando precisavam de quimioterapia, fazíamos uma vaquinha entre os médicos e os pais mais abastados para que as crianças e seus familiares tivessem onde ficar. Um dos pais mais abonados ofereceu uma casa, e ali nasceu a APACN”, conta. Ele explica que as crianças e seus pais não tinham onde se hospedar durante o período do tratamento.
“Tenho um carinho especial pela APACN. Ela é extremamente importante pelo papel que desempenha. Não tem nenhum astro, como Pelé ou Neymar, mas tem gente de coração enorme: mais de 300 voluntários”, ressalta o médico.
O primeiro endereço da APACN foi na Rua Piquiri, no bairro Rebouças, naquela casa cedida por um pai, em 1983. A mudança para a sede atual foi no ano de 1994, no Tarumã, em um terreno doado pelo governo estadual.
Onde comprar
Os bilhetes para o sorteio do Opala 74 podem ser comprados na APACN ou nos pontos de venda listados no site da campanha. A casa de apoio e a sede administrativa da APACN ficam na Rua Oscar Schrappe Sênior, nº 250.

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