Caso o novo valor seja aprovado, reajuste da renda mínima do trabalhador será de 8,84%
O salário mínimo vai passar de R$
724 para R$ 788,06 em 2015. A informação é da ministra do Planejamento, Miriam
Belchior, que esteve no Congresso Nacional nesta quinta-feira (28) para
entregar a previsão de gastos do governo para o ano que vem, o projeto Ploa
(Lei Orçamentária Anual). Pela previsão anterior, a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias), o valor estimado era de R$ 779,79.
A ministra entregou o projeto
para o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), que
precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor e,
portanto, pode sofrer alterações.
Com o novo cálculo fixado pelo
governo, o crescimento do mínimo será de 8,84% e leva em conta a fórmula em
vigor desde 2011 para definir a renda do trabalhador.
O reajuste estabelece que o
salário seja corrigido pela inflação oficial do INPC (Índice Nacional de Preços
ao Consumidor) do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) —
soma das riquezas do País — de dois anos atrás.
O novo mínimo passará a valer a
partir de 1º de janeiro e cairá efetivamente na conta do trabalhador em
fevereiro. O valor, no entanto, ainda pode ser revisado pelo governo.
A lei que regula o reajuste do
mínimo vence no próximo ano e ainda não foi definido como será feito o novo
cálculo. Economistas e centrais sindicais discordam de como deve ser o
calculado o reajuste. Enquanto os representantes dos trabalhadores defendem as
atuais regras, especialista preferem que o controle da inflação seja o
principal indicador do aumento.
O OGU (Orçamento Geral da União)
é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento
das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja
votada e aprovada até o dia 22 de dezembro.
No projeto de lei, também consta
a estimativa para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo), em 5%, no próximo ano.
A projeção para o crescimento do
PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no
País, ficou em 3% (R$ 5,756 trilhões).





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