POPULAÇÃO DE BORRAZÓPOLIS 20,7% É IDOSO
A região está ficando
mais velha, o crescimento da população idosa foi mais de três vezes maior do
que o crescimento da população total. Entidades representativas dos idosos
pedem mais politicas públicas voltadas para a terceira idade.
O levantamento feita
pela Tribuna do Norte utiliza dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e segue a denominação
utilizada pelo Organização Mundial de Saúde (OMS), de que pessoas com mais de
60 anos são consideradas idosas em países em desenvolvimento.
Em 2010, a população total da região era de 427,6 mil
pessoas. Neste ano, a população chegou a 450,3 mil pessoas, um acréscimo de
22,7 mil, o que representa um crescimento de 5,3%.
Já a população idosa há quatro anos atrás era de 55,6 mil
pessoas na região. Em 2014, ela chegou a 65,8 mil, um crescimento de 18,2%. O
aumento no período foi de 10,1 mil pessoas. Ou seja, quase metade do crescimento
populacional no período foi de pessoas com mais de 60 anos.
Em quatro municípios da região, a porcentagem da população
que é idosa ultrapassa os 20%. Lidianópolis é o município com maior taxa de
idosos: 21,7%. Borrazópolis vem logo atrás, com 20,7%. Já Ariranha do Ivaí
tem 20,3% da população com mais de 60 anos. Dos maiores municípios da região,
Jandaia do Sul tem o maior índice, com 15,8%. Na sequência está Ivaiporã, com
15,5%. Apucarana aparece logo depois, com 13,8%.
POLITICAS PÚBLICAS
O presidente do
Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa de Apucarana, Domingos Farinha,
afirma que há muito o que fazer com relação a políticas públicas para a
terceira idade. Ele aponta as principais dificuldades dos idosos atualmente. “O
transporte público é bastante deficitário. Existem linha interurbanas onde o
idoso é obrigado a viajar em pé. As companhias não se importam, já que o seguro
cobre eventuais acidentes. Mas e o idoso? E o ser humano? O lucro deve ficar
acima do bem-estar?”, questiona ele.
Domingos lembra que o jovem de hoje é o idoso de amanhã. “Há
que se rever toda uma cultura política e social, para que as pessoas pensem
mais nos mais velhos e ofereçam mais dignidade para eles.
A saúde do idoso também
não se faz só com remédios e SUS. Ela se faz no dia-a-dia, na presenção, na
oferta de lazer entre outros”, explica.






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