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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Boletim Diário da FAEP - 21/10/14

Apucarana realiza caminhada rural noturna

A Fundação Cultural e Turismo de Apucarana (Funcap) comunica que já estão abertas as inscrições para a Caminhada Internacional da Lua. Com percurso de 10 quilômetros em meio à zona rural, a atividade turística vai acontecer dia 8 de novembro, com saída às 19h30, da Praça Valmor Santos Giavarina (Praça da Cascata).

As inscrições vão até o dia 06 de novembro, preferencialmente através do site www.ecobooking.info. Quem não tiver acesso à internet pode fazer pessoalmente no Cine Teatro, das 8 às 12 horas e 14 às 18 horas, devendo levar os números dos documentos pessoais. O valor por pessoa é de apenas R$27 (direito a jantar). Crianças menores de 8 anos, acompanhadas pelos pais ou responsável não pagam e as maiores de 8 anos pagam o mesmo valor do adulto, ou seja, R$ 27. Haverá jantar no Pesqueiro Rancho Alegre.

Todos que optarem pelo jantar deverão obrigatoriamente informar na ficha de inscrição a adesã. A caminhada é um circuito credenciado junto a Anda Brasil (www.andabrasil.com.br), Federação Internacional dos Esportes Populares e Caminhadas da Natureza do Paraná, e conta com apoio das autarquias municipais da Educação e da Saúde, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, Sanepar, Guarda Municipal de Apucarana, Emater, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e Rede Traf ? Turismo Rural na Agricultura Familiar. Mais informações no Cine Teatro Fênix com Samara, Luciane ou Mário, pelo telefone 3423-2944.

Clima reduz qualidade do trigo e afeta plano de indústrias de moagem

Bem quando o país caminhava para uma safra recorde de trigo, o cenário começa a se redesenhar para pior. As chuvas no Paraná e no Rio Grande do Sul, os dois principais produtores do país, vão provocar uma queda tanto no volume como na qualidade do cereal.

Ruim para a indústria, que terá parte do produto brasileiro com menor qualidade. Isso ocorre bem agora, quando, devido às importações de trigo, o setor de moagem dispõe de uma matéria-prima com qualidade e uniformidade, vinda dos EUA.

A qualidade do trigo tem sido essencial para a indústria de moagem, que busca uma farinha melhor para a obtenção também de um pão de melhor qualidade.

Mas especialistas nesse setor -reunidos nesta segunda (20) em um congresso da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria de Trigo, em Foz do Iguaçu)- dizem que ainda é cedo para definições.

No caso do Paraná, Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), diz que a colheita ia bem até a ocorrência de chuvas, que já terminaram.
A chuva afetou próximo de 10% da produção, mas em patamares bem diferentes. Algumas regiões foram mais afetadas, com queda maior da qualidade do produto. O Paraná deverá produzir 3,9 milhões de toneladas e pelo menos metade desse volume já foi colhida.

No Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor nacional, a situação é um pouco mais complicada. Os gaúchos semearam 1,13 milhão de hectares e esperavam uma safra de 3,5 milhões de toneladas.

Os problemas começaram logo no plantio, que teve de ser adiado devido ao excesso de chuvas. A partir de setembro, as chuvas voltaram e continuam afetando as lavouras, que devem render menos e registrar uma qualidade menor. A estimativa atual de produção é de 2,5 milhões de toneladas, segundo Hamilton Guterres Jardim, da Farsul (Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul).

Em algumas áreas do Estado -Missões e regiões norte e nordeste-, a colheita mostra um trigo com até 40% de baixas produtividade e qualidade. Jardim diz que esse é o trigo semeado mais cedo, mas que, melhorando o clima, a colheita poderá voltar ao normal.

Sem os atuais problemas climáticos ocorridos nos dois Estados produtores, a safra brasileira estava prevista em 7,6 milhões de toneladas neste ano pelo governo.

Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, é um dos que apontam as dificuldades para um dimensionamento da safra. Ele acredita que, se o clima ainda continuar desfavorável, a quebra de safra poderá ser de até 1 milhão de toneladas.

Edson Csipai, da Bunge, diz que esse clima adverso muda o panorama da oferta, já que parte do trigo não terá o padrão para a industrialização. Parte do cereal será destinada a ração.

A oferta de trigo de qualidade fica ainda mais comprometida porque as lavouras do Paraguai e do Uruguai também sofrem os efeitos adversos do clima.

No acaso da Argentina, tradicional fornecedor do Brasil, não se sabe quando e nem como o governo deverá abrir as exportações, diz ele.

Com consumo de 12 milhões de toneladas, uma quebra de safra fará o país elevar ainda mais as importações. Como diz Alan Tracy, presidente da U.S Wheat Associates, bom para os EUA, que já tiveram o Brasil liderando as importações dos EUA na safra 2013/14.

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