A imunização do rebanho bovino contra a febre aftosa começa no próximo dia primeiro de novembro no Paraná. A expectativa é alcançar 9,5 milhões de cabeças em todo o Estado. Quem não vacinar ou comprovar a imunização até o dia 30 de novembro estará sujeito a aplicação de multa pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento - Seab.
Doença
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa. É uma das enfermidades animais mais contagiosas e causa importantes perdas econômicas. A mortalidade é baixa em animais adultos, mas nos jovens provoca problemas cardíacos que levam à morte. Atinge animais bovinos, ovinos, caprinos, porcos e todos ruminantes selvagens. Cavalos não são afetados.
A transmissão se dá por contato direto com animais infectados, contato com secreções, com homens ou animais domésticos que tenham estado em contato com animais contaminados e veículos e equipamentos nas mesmas condições.
Em casos raros o vírus pode ser transportado por ar. Os animais contaminados podem transmitir a doença durante o período de incubação e manifestação da aftosa. O ar expirado, saliva, fezes, urina, leite e sêmen de animais doentes provocam contaminação até quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.
Sintomas
Nos primeiros dias antes da manifestação das feridas os animais apresentam falta de apetite, calafrios, febre e redução da produtividade de leite. Após a manifestação das aftas o animal não consegue se alimentar ou caminhar, ficando prostrado e fraco.
O diagnóstico é feito clinicamente, após a observação das feridas, e a confirmação se dá após análise laboratorial de tecido coletado na mucosa [de dentro da boca] de animais afetados.
A aftosa não representa risco para a saúde humana. A doença não é transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados de animais infectados.
Fonte: Organização Mundial Da Saúde Animal (OIE)
PR projeta fim da vacinação contra aftosa em 2016
A carne bovina produzida no Paraná poderá alcançar mercados novos e mais rentáveis a partir de 2016. Hoje, durante lançamento da segunda etapa da companha contra aftosa, representantes do governo, entidades ligadas aos produtores rurais e pecuaristas e indústrias da carne irão avaliar a possibilidade do estado deixar de proteger seu plantel por meio de vacinações obrigatórias. Enquanto isso não ocorre, a intenção é imunizar o plantel estadual de 9,4 milhões de cabeça, entre bovinos e búfalos, entre os dias 1.º e 30 de novembro.
Na prática, caso a medida seja adotada futuramente, haverá uma série de benefícios. O selo “sem vacinação” permitiria que a carne paranaense desperte o interesse de novos compradores, como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto. Atualmente, esses países restringem, por lei, a compra de matéria prima de fornecedores que não são livres de aftosa sem vacinação.
“Será uma discussão entre todos os envolvidos no processo. Porém, sem vacinação, desde que algumas questões sejam atendidas, a nossa carne estará apta a competir pelos melhores mercados do mundo”, ressalta Inácio Afonso Kroetz, presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar). “O Brasil não registra um caso [de aftosa] há oito anos. Não há razão para continuar vacinando”, complementa.






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