Vencedores do concurso Café Qualidade 2014 serão escolhidos nesta quarta-feira
Os lotes finalistas do Concurso Café Qualidade Paraná 2014 serão julgados nesta quarta-feira (15), no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina. Na prova, os avaliadores selecionam a bebida que melhor equilibra os quesitos aroma, sabor, corpo, acidez e doçura.
Estão na disputa 20 cafeicultores das regiões de Apucarana, Cianorte, Cornélio Procópio, Maringá e Santo Antônio da Platina. Eles superaram 150 concorrentes, que iniciaram a disputa em seletivas realizadas nas 10 regiões produtoras do Paraná e alcançaram o mínimo de 75 pontos na escala da Associação Americana de Cafés Especiais.
PREMIAÇÃO – Os vencedores serão anunciados em 31 de outubro, na Associação dos Funcionários do Iapar, também em Londrina. Em cada uma das categorias, o lote que conquistar o primeiro lugar será encaminhado para representar o Paraná no concurso nacional, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
A comissão julgadora da seletiva final é formada por Cristina Maulaz (Cafeteria O Armazém, Londrina-PR), Maria Brígida dos Santos Sholz (Iapar), Rogério Alves da Silva (Prefeitura de Ribeirão Claro-PR), Sérgio Rodrigues (SR Café, Piraju-SP), Sidney Veiga Araújo (Café Iguaçu, Cornélio Procópio-PR) e os especialistas Nelson Menoli Sobrinho, Osvaldo Martins Rodrigues e Romeu Gair, da Emater-PR.
INCENTIVO – O Governo do Paraná garante a compra dos lotes classificados até em quinto lugar nas três categorias, ao preço pago pela BM&FBovespa em 30 de outubro, acrescido de 25%, em aquisição feita com o apoio dos patrocinadores do certame – Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Itaipu Binacional, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Sociedade Rural do Paraná (SRP).
O Concurso Café Qualidade Paraná é uma promoção da Câmara Setorial de Café e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento – por meio das vinculadas Iapar e Emater-PR – com o apoio da Associação dos Engenheiros-Agrônomos de Londrina, do Consórcio Pesquisa Café e de cooperativas, indústrias torrefadoras e empresas ligadas ao setor no Estado.
Custo da produção de leite sobe 8% no ano
Estudo da CNA e do Centro de Estudos e Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea) mostra aumento de cerca de 8% nas despesas dos pecuaristas com cada um destes dois itens. Desafio do setor é aumentar produtividade.
A suplementação mineral e a contratação de mão de obra em 2014 foram as que mais subiram entre as despesas que compõem os custos de produção, com altas de 8,15% e 7,91%, respectivamente, nos primeiros oito meses do ano. A alta decorre de fatores como a seca prolongada, a subida do câmbio e o reajuste do salário mínimo.
Foi o que apontou o boletim Ativos da Pecuária de Leite, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Cepea. Segundo o estudo, estes dois grupos foram os que mais contribuíram para a alta de 2,28% do Custo Operacional Efetivo (COE), que engloba os gastos do dia a dia nas propriedades.
O estudo mostra que, além da seca prolongada, que puxou o aumento da demanda pelos sais minerais, principalmente os proteinados, a taxa de câmbio também sustentou a alta de matérias-primas utilizadas na fabricação deste insumo, como o fosfato bicálcico, uma vez que grande parte desta substância é importada e suas cotações variam de acordo com o dólar.
Já na mão de obra, a alta no ano é justificada pelo aumento do salário mínimo, não apenas em âmbito nacional, mas também em estados onde o piso supera o valor definido na esfera federal.
Preço alto da carne é desafio para o consumidor
Prepare o bolso que o fim de ano vem aí e a alta acumulada pela carne bovina ao longo deste ano (6,8% até setembro) não vai dar refresco durante o período de celebrações e de 13.º salário, forçando a inflação desse e de outros alimentos que reinam nas mesas dos brasileiros. Como para muitos apreciadores dos cortes bovinos, congelar a carne por alguns meses não parece a melhor opção, o jeito é garimpar promoções e endereços de compra onde os preços do produto ?fresco? são mais interessantes do que a média ofertada.
E nesse aspecto, a sabedoria popular pode indicar caminhos. No centro da cidade, quase em frente ao maior terminal de ônibus da capital, a Praça Rui Barbosa, as filas habitualmente formadas no Carnes Regina sinalizam alguma vantagem oferecida pelo estabelecimento. E, realmente, o equilíbrio entre qualidade e preço do produto parece justificar as filas formadas. Em média, o quilo dos cortes bovinos é pelo menos R$ 1 abaixo do preço médio praticado. Para se ter uma ideia da política de preços, o quilo da carne moída de primeira foi reajustada nesta semana de R$ 8 para R$ 10. ?Mesmo com a arroba do boi vendida pelo produtor acima dos R$ 120, seguramos o preço até agora. E mesmo com a elevação o pessoal segue comprando porque somos competitivos?, explica o proprietário do açougue, Vilmar Agottani.
Ele garante baixo preço todo dia e qualidade graças a forma de conduzir o negócio. ?O estabelecimento existe há 60 anos, mas eu adquiri faz 13 anos, graças a minha experiência no atacado. E de lá para cá, o faturamento aumentou em 90% porque enxuguei todos os custos do negócio já que trabalhamos em uma margem bem apertada?.
Um exemplo desse saneamento financeiro está nas opções de pagamento. Ele não aceita cartão de crédito, nem cheque, para eliminar riscos de inadimplência e as taxas cobradas pela operadora do cartão.
No que se refere a qualidade das carnes, o alto consumo garante cortes frescos, pois diariamente a mercadoria é reposta. ?Tenho duas câmaras frigoríficas e meus fornecedores reabastecem fora do horário de funcionamento?. São vendidos 3,5 mil quilos por dia sendo que os cortes bovinos representam 55% disso, seguidos por aves e suínos.
Paraná atua para reduzir problemas com agrotóxicos
A Secretaria Estadual da Saúde encerrou nesta terça-feira (14), em Curitiba, o ciclo de seminários regionais, com o objetivo de reduzir os problemas causados pelos agrotóxicos. Ao longo de oito meses foram realizados nove eventos que reuniram mais de 600 gestores, pesquisadores, profissionais de saúde e trabalhadores que atuam na área.
A realização dos seminários é uma das diretrizes da política estadual de saúde do trabalhador lançada em 2011 pelo Governo do Estado. Após as discussões,
foi proposta a criação de comitês intersetoriais para tratar o tema de forma permanente em cada um dos 24 municípios definidos como prioritários pelo Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (Cest).
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o objetivo é colocar a questão dos agrotóxicos na agenda dos municípios, já que o uso indiscriminado desse tipo de produto traz diversos prejuízos à população. “O agrotóxico não é um problema apenas ambiental, mas também reflete diretamente na saúde de trabalhadores e consumidores. Por isso, devemos atuar em conjunto para articular ações que reduzam o risco à população”, disse.
Hoje, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo e esse consumo vem crescendo ano a ano. Devido à forte produção agrícola, o Paraná enfrenta situação parecida. Segundo levantamento do Cest, o Estado concentra 14 indústrias de agrotóxicos, sendo quatro somente em Curitiba e Região Metropolitana.
ORGÂNICOS – Edinei do Nascimento, representante do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, afirma que o momento é preocupante e por isso é preciso fomentar cada vez mais a prática da agroecologia. “Temos diversas ações voltadas ao incentivo do consumo de alimentos orgânicos. Iniciativas como a do Paraná, que oferece merenda escolar orgânica, deveriam ser seguidas”, ressalta.
Desde o início de 2014, a Secretaria da Saúde monitora a qualidade dos produtos da agricultura familiar ofertados na merenda escolar da rede estadual. A análise de resíduos de agrotóxicos garante a segurança das refeições servidas aos mais de 1,3 milhão de alunos paranaenses.
NÚMEROS – Anualmente, o Paraná registra em média 1,3 mil casos de intoxicações agudas por agrotóxicos. Outro tipo comum de intoxicação é a crônica, que acontece a partir de uma longa exposição a um determinado produto. As maiores vítimas são os trabalhadores rurais que desenvolvem problemas de saúde de maneira gradativa e silenciosa.
O diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, José Lúcio dos Santos, explica que é muito difícil identificar a intoxicação crônica precocemente. “Nesses casos, é preciso que a equipe de saúde esteja atenta aos sintomas e relacione com o trabalho do paciente”, conta.
Para auxiliar os profissionais, o Estado editou um protocolo pioneiro no país que direciona o atendimento, diagnóstico e vigilância dos casos de intoxicação crônica por agrotóxicos no Paraná. O documento está disponível na página da Secretaria da Saúde: www.saude.pr.gov.br






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