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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Boletim Diário da FAEP

Três novas pragas agrícolas têm sido detectadas por ano no Brasil

O observatório de Pragas da Agropec Consultoria mostra que, desde o ano 2000, pelo menos 41 espécies de importância para a agricultura foram detectadas no Brasil. São insetos, ácaros, fungos, vírus e fitoplasmas que competem com o ser humano por um valioso recurso: o alimento.
Este não é um fenômeno recente. Desde o final do século XIX, os trabalhos de pesquisa têm mostrado que espécies oriundas de outras partes do mundo têm sido detectadas no Brasil. A fila é puxada pelo fungo causador da requeima da batata e do tomate, cuja detecção foi relatada em 1898. Logo em seguida, em 1901, foi relatada a mosca-das-frutas Ceratitis capitata. Regina Sugayama, da Agropec, considera que, embora em um primeiro momento o impacto das espécies introduzidas possa ser baixo, existe o risco delas se adaptarem e causarem prejuízos no longo prazo. "Quando uma espécie é introduzida, normalmente, ela não está sob pressão de inimigos naturais. Isso favorece sua reprodução e, se nenhuma medida for tomada, no longo prazo, poderemos ter situações críticas para o agricultor", comenta.
Desde 1898, pelo menos 172 espécies foram introduzidas no Brasil, das quais uma (Cydia pomonella) foi erradicada graças a um programa fitossanitário coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O que assusta é que, nas últimas décadas, a velocidade dos eventos de introdução está aumentando. "A bibliografia internacional tem publicado pelo menos três registros de pragas no Brasil desde o ano 2000. Isso, certamente, é resultado do maior trânsito internacional de passageiros e mercadorias", comenta Regina.
Na impossibilidade de evitar a entrada de pragas, faz-se necessário que se amplie a capacidade de diagnóstico e de resposta rápida, sem as quais o Brasil continuará perdendo seu status fitossanitário, com prejuízos para toda a cadeia de produção de alimentos e para a comunidade em geral. (fonte: idest.com.br)

FETAEP distribui ½ tonelada de feijão à sociedade

Neste dia 16 de outubro FETAEP busca chamar atenção da sociedade pela valorização da Agricultura Familiar
Visando conscientizar a sociedade sobre a importância da agricultura familiar na produção de alimentos com qualidade, neste Dia Mundial da Alimentação (16) a FETAEP (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná) distribuirá na Boca Maldita, em Curitiba, meia tonelada de feijão. A ação, que ocorre em parceria com o Instituto Emater, iniciará a distribuição a partir das 09h aos pedestres que passarem pela região.
Segundo o presidente da FETAEP, Ademir Mueller, o ato público também servirá para difundir ainda mais o Ano Internacional da Agricultura Familiar instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nosso propósito é sensibilizar governos e sociedade sobre a importância e a contribuição da agricultura familiar no que diz respeito à segurança alimentar e à produção de alimentos com qualidade não apenas no Brasil, mas no mundo, pondera.

O feijão que será distribuído foi comprado diretamente de um produtor de Prudentópolis que trabalha no regime de economia familiar. Além do feijão, materiais informativos também serão distribuídos pelos diretores e equipe de trabalho da FETAEP e do EMATER.
Cenário
A agricultura familiar representa a imensa maioria de agricultores(as) no Brasil. O segmento detém 84,4% dos estabelecimentos rurais, sendo responsável por aproximadamente 70% da produção, destacando-se no cultivo de produtos da dieta do consumidor como, por exemplo, feijão, milho, leite, mandioca e pequenos animais. No entanto, ocupa apenas 24,3% do território rural brasileiro. Ou seja, são muitas propriedades que produzem em um pequeno espaço de terra. No Paraná, por exemplo, são mais de 300 mil propriedades rurais.

Mercado de frango espera ganhar consumidor

Os produtores de frango ainda esperam a migração dos consumidores das proteínas mais caras, como a carne bovina, para a de aves, de menor valor, conforme sugerido por um técnico do governo.
Por ora, a oferta de carne de frango e a procura ainda estão equilibradas, o que tem mantido o preço do quilo da ave viva em R$ 2,80 nas granjas paulistas, segundo Heloísa Xavier, da JOX Assessoria Agropecuária.
Mais leve, a carne de frango realmente poderá ser uma saída neste período de calor. Além disso, o preço menor é mais atraente que o de outras proteínas, segundo Heloísa.
O preço do frango, assim como o das carnes bovina e suína, também teve elevação nas últimas semanas. Essa alta ocorreu devido ao efeito virada do mês, quando ocorre o pagamento de salários.
A analista diz, no entanto, que é difícil uma avaliação do comportamento dos preços do frango nas próximas semanas. Uma migração dos consumidores de proteínas para o frango poderia dar mais sustentação aos preços da ave, mas o cenário está "meio estranho".
Renda, eleições e dívidas de parte dos consumidores deixam o mercado estabilizado. Não há uma consistência da demanda que permita apostar em nova alta de preços, avalia.
Essa recuperação dos preços passaria por uma redução de estoques. Mas muitas empresas necessitam elevar vendas para cobrir custos nas duas últimas semanas do mês. Com isso, algumas poderiam optar por manter os preços; outras, reduzi-los.
A possibilidade dessa migração existe porque a arroba de boi está sendo negociada a R$ 133 no mercado paulista, enquanto a de suínos está em até R$ 95.

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