O Jornal Gazeta do Povo publicou uma matéria em sua página na internet, em uma homenagem ao farmacêutico da cidade de Kaloré, Senhor Renir Ramalho.
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O farmacêutico Renir Ramalho de Oliveira não pensava duas vezes antes de estender as mãos e oferecer ajuda a quem precisava. Criado em Kaloré, região Norte do estado, era tido como médico pelos moradores da região. “Na época em que ainda se vendia remédios sem receita, ele avaliava, consultava mesmo, com toda a paciência cada caso que chegava até ele. Se a pessoa não podia pagar pelo medicamento, não tinha problema. Não deixava sair de mãos abanando”, conta a esposa, Regina Marileide Giardini.
A satisfação em fazer algo pela população o levou a se candidatar e ser eleito vereador por dois mandatos. Nesse mesmo tempo, vendo o Asilo São Vicente de Paulo enfrentar necessidades, deixou a bonomia falar mais alto e assumiu a presidência da unidade. Sem esperar que a ajuda chegasse, ele mesmo percorria as cidades próximas em busca de donativos que contribuíssem para melhorar a vida dos idosos.
Em um dia, dirigindo por Marumbi, cidade vizinha a Kaloré, teve a ideia de ajudar os dependentes químicos, diz Regina. “Ele explicou que a ideia veio do nada. Mas, pouco antes disso, nós estávamos na igreja e Renir viu um homem ainda bem jovem invadir a missa desnorteado, de tão bêbado. Aquilo o tocou.”
Unindo forças, Renir conseguiu criar o Centro de Prevenção às Drogas do Vale do Ivaí, o Cendrogasvai. Com o projeto dando certo, criou outra unidade em Borrazópolis. Com palestras, acompanhamento e ajuda em internações, Renir se sentia realizado com o trabalho. Para ter resultado, passava dias, meses em cima de um caso até a pessoa se livrar do vício. “Ele chegou a levar dependentes para dentro de casa, cuidar como se fosse filho. Perdi a conta de quantas mães chegaram até ele para agradecer por ter salvado a vida dos filhos. Ele era a luz dos outros.”
Mas apesar de tantas conquistas, o farmacêutico ainda guardava o sonho de construir um centro psicológico para atender os dependentes químicos na própria região. “Não deu tempo, mas valeu a pena tudo o que ele fez”, orgulha-se Regina. Deixa mulher e quatro filhos.
Dia 17, aos 79 anos, em decorrência de insuficiência respiratória, em Kaloré.





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