Procure a matéria - Aqui

SLIDES



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Paraná lança campanha contra aftosa e prepara suspensão da vacina em 2016

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Adapar, lançaram nesta quinta-feira a segunda etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa deste ano, que vai de 1 a 30 de novembro. Deverão ser vacinados cerca de 9 milhões e meio de cabeças de bovinos e búfalos de todas as idades. A vacinação é obrigatória e a partir deste ano a multa subiu para quem deixar de vacinar o rebanho e comprovar o trabalho junto à Adapar.
O lançamento da campanha, ocorrido em Curitiba, foi marcado pela expectativa de suspender a vacinação do rebanho paranaense a partir de 2016, após quase cinco décadas de campanhas consecutivas, com elevados investimentos do governo do Estado em estrutura de fiscalização e de custos com vacinas. O objetivo do Paraná é conseguir o reconhecimento da Organização Internacional de Saúde Animal o reconhecimento de área livre de febre aftosa, sem vacinação. O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, acredita que a última campanha de vacinação poderá ocorrer em novembro de 2015. Ele afirma que o Estado está organizado, e o fato de o último caso de aftosa ter ocorrido há quase uma década pode impulsionar o processo. A Adapar informa que a partir de novembro o valor da multa para o produtor que não vacinar e não comprovar a vacinação está bem mais alta em relação às campanhas anteriores. O objetivo não é multar, mas fazer com que o produtor se conscientize e mantenha o rebanho imunizado. Nas propriedades com até 10 animais, a multa será de 752,00 reais, independente se apenas um animal não foi vacinado. Nas propriedades com mais de 10 animais, a multa vai incidir no seu valor total de 752,00 mais 75 reais e 28 centavos por animal não vacinado. Essa mesma penalidade será aplicada para quem não comprovar a vacinação. No lançamento da campanha de vacinação contra febre aftosa, os dirigentes das principais entidades que representam produtores e indústrias debateram qual o caminho a seguir para que o Paraná tenha o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. Entre as medidas, está a reestruturação dos postos fixos nas divisas com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, um projeto que está sendo traçado junto com o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná. O reconhecimento de área livre sem vacinação gera ótimas expectativas, desde a melhora nas exportações de carnes até a atração de novos investimentos. A expectativa do setor produtivo é de poder acessar mercados de países mais atraentes e que pagam melhor, como Japão e Estados Unidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário