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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Boletim Diário da FAEP - 04 de novembro de 2014

Chuvas continuam poucas e mal-distribuídas na região
Programa Agrinho prepara entrega de prêmios
Projeto vai ajudar produtores com a inscrição do CAR
Justiça decidiu: Agrotóxicos só com agrônomos
Volta das chuvas pode reduzir atraso no plantio de grãos no Paraná

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Chuvas continuam poucas e mal-distribuídas na região

A expectativa dos produtores de que as chuvas voltassem com mais intensidade, no final de semana, nas regiões Noroeste e Norte do Paraná, não se confirmou. Em grande parte das áreas recém-semeadas ou onde a operação ainda não aconteceu, choveu pouco ou quase nada. 
A má-distribuição de umidade, com maior volume em alguns lugares e pouco em outros, continua sendo uma das características do clima neste momento, comenta o engenheiro agrônomo Emerson Nunes, coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar. 
SECO - Na região Norte, polarizada por Londrina, cerca de 60% da área prevista já foram semeados, mas muitos produtores o fizeram na poeira, torcendo para que as chuvas viessem em seguida, o que não tem ocorrido. 
A esta altura, se o tempo tivesse ajudado, segundo informa o agrônomo Rogério Tolói, da unidade local da cooperativa, entre 90 e 95% do total estimado já deveriam estar semeados. O zoneamento prevê que a operação possa ser efetuada até o final de dezembro. 
O problema é que quanto maior o atraso da safra de verão, menor a janela para quem vai semear milho de inverno. A consequência é o aumento do risco para essa cultura, dada a proximidade do frio, o que deverá tirar o ânimo dos produtores a investir em tecnologias. 
COMO FAZER? - Em Sabáudia, a 52 quilômetros de Londrina, o produtor João Galtieri, dono de 15 alqueires, conta que ainda não semeou nada. Dá medo de arriscar na poeira e não chover, justifica, dizendo que, por outro lado, se o agricultor ficar esperando pela chuva, só conseguirá realizar a semeadura depois que o solo ficar seco, pois a plantadeira não consegue entrar. Estamos entre a cruz e a espada. 
ATRASADO - Em Cianorte, no Noroeste, ainda faltam pelo menos 30% do estimado para semear e, de acordo com o gerente da unidade da Cocamar, Claudinei Donizete Marcondes, essa etapa já deveria ter sido concluída há pelo menos 15 dias. 
Sobre a má-distribuição das chuvas, ele dá um exemplo: na última quinta-feira, em uma localidade do município, enquanto uma propriedade recebeu 40 milímetros, a que fica ao lado permaneceu praticamente seca. 
Nas áreas onde vem ocorrendo a germinação, observa-se uma situação irregular, acrescenta Marcondes, com a lavoura sendo prejudicada também pelas altas temperaturas dos últimos dias. 
Na média dos Estados brasileiros, até meados da semana passada, apenas 18% do ciclo 2014/15 estavam semeados, segundo o analista Anderson Galvão, da Céleres Consultoria. O percentual se situava muito abaixo da média dos últimos cinco anos, de 30%. 
No Paraná, na sexta-feira, de acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento (Seab), a semeadura atingia 47% do total previsto. 
A meteorologia está prevendo chuvas para esta semana nas regiões Noroeste e Norte do Paraná. 

Programa Agrinho prepara entrega de prêmios

Na próxima segunda-feira, alunos, familiares e professores de escolas de todo o Estado estarão reunidos, a partir das oito horas, no Expotrade Pinhais para o evento de premiação da 19ª edição do Programa Agrinho. Com o tema "As Coisas que Ligam o Campo e a Cidade e nosso Papel para Melhorar o Mundo", o programa tem a proposta de estimular o desenvolvimento de trabalhos em diversas áreas na rede de ensino paranaense. É considerado por especialistas como o maior programa de Responsabilidade Social da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Ao longo do ano mais de um milhão de crianças e adolescentes e cerca de 80 mil professores se envolvem nas ações que estimulam a produção de desenhos, redações e projetos pedagógicos. O Senar fornece capacitação e material pedagógico aos professores e aos alunos materiais de acordo com a série.

Os alunos concorrem nas categorias Desenho Educação Especial; Desenho - primeiro ano do ensino fundamental; Redação do segundo ao nono ano do ensino fundamental. Os professores concorrem com projetos de Experiência Pedagógica e as escolas na categoria Escola Agrinho.

Todas as classificações envolvem escolas das redes pública e particular de ensino. Apenas a categoria Município Agrinho é direcionada a escolas públicas.

Em sala de aula os professores trabalham com temas como: Saúde, Educação Sexual, Ética, Pluralidade Cultural, Cidadania e Meio Ambiente. Uma das ferramentas utilizadas pelos professores para o desenvolvimento dos projetos pedagógicos são pesquisas e atividades práticas feitas pelos alunos que estimulam a participação da família e da comunidade.

Para definir os vecedores, os trabalhos foram avaliados por uma banca que reuniu professores das universidades Federal, Federal Tecnológica, Pontifícia Universidade Católica; e profissionais do Sistema Faep. Serão entregues 311 prêmios. As cinco melhores experiências pedagógicas ganham um carro zero quilômetro - quatro para os professores da rede pública e um para rede particular.

PARA LEMBRAR
DATA: Dia 10 (segunda-feira)
HORÁRIO: 10 horas
LOCAL: Expotrade Pinhais
Informações: (41) 2169-7950

Projeto vai ajudar produtores com a inscrição do CAR

Alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vão ajudar, por meio de um projeto de extensão, pequenos produtores paranaenses a inscreverem suas propriedades no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siscar). Coordenado pelo professor Paulo de Tarso, do departamento de economia da instituição, o programa contemplará produtores da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Londrina (Norte) e Palotina (Oeste). 

Nessas duas últimas regiões a universidade realizará parcerias com outras instituições que prestam assistência técnica, como associações e cooperativas. Na RMC, por exemplo, estudantes do curso de agronomia estão sendo treinados para prestar apoio aos agricultores que não têm acesso à internet. Segundo Tarso, apenas 10% das 532 mil propriedades rurais do Estado já fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Vale lembrar que o prazo de inscrição das propriedades no CAR termina em maio de 2015. 

O professor salienta que grandes corporações que trabalham com agricultura já se inscreveram, mas a maior parte dos pequenos agricultores ainda não conhece como funciona o cadastro. "Muitos produtores não têm conhecimento de informática. Para quem trabalha com computador fica mais fácil de se inscrever no sistema", observa. O objetivo do programa, completa Tarso, é facilitar a vida dos produtores. 

Para aqueles agricultores que não têm acesso à internet, Tarso explica que os extensionistas levarão para o campo um notebook com o programa do CAR baixado. "Quando voltarmos para a universidade, os dados serão encaminhados para o Siscar", adianta o professor. Para agilizar o processo e informar aqueles produtores que têm dúvidas a respeito do cadastro, a universidade ainda criou o portal do CAR (www.portaldocar.com.br), com a descrição de todos os procedimentos para fazer a inscrição. 

O coordenador do projeto afirma que o papel da universidade é ajudar a população por meio dos projetos de extensão. "Em contrapartida, colaboramos para a capacitação dos futuros profissionais", acrescenta Tarso. Além de dar apoio aos produtores, Tarso completa que o projeto de extensão também ajudará a universidade no recolhimento de dados territoriais das propriedades e dos produtores paranaenses. 

Instruções 
Samuel Romero Sanches, produtor na região de Jataizinho (Norte), ainda não inscreveu sua propriedade no CAR. "Estou aguardando instruções da cooperativa para fazer a inscrição", explica o produtor. Ele conta que soube do programa pela internet. 

O CAR é um registro eletrônico que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa. O CAR foi criado pela Lei 12.651/2012 no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima). O sistema constitui em base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa. 

Justiça decidiu: Agrotóxicos só com agrônomos
Esta informação interessa diretamente aos proprietários rurais da região de Umuarama, onde a agricultura desponta na economia: Em decisão inédita, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região determina que os trabalhos de assistência e responsabilidade técnica de empresas de comercialização e armazenamento de agrotóxicos só podem ser feitos por engenheiros agrônomos. O acórdão é favorável ao Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná e ao Crea-PR, que entendem que, por medida de segurança alimentar e sanidade vegetal e ambiental, tais tarefas são exclusivas de profissionais de agronomia. 
As disciplinas existentes no curso superior de engenharia agrônoma são adequadas ao desenvolvimento de projetos que exigem conhecimento mais profundo de técnicas inexistentes em disciplinas de curso nível médio profissionalizante. A medida do TRF derruba liminar concedida à Associação dos Técnicos Agrícolas que garantia, desde 26 de fevereiro de 2013, que esse tipo de trabalho fosse executado por técnicos agropecuários no Estado. 
A grade curricular de um técnico agrícola ou agropecuário gira em torno de 1.500 horas. A formação é de nível médio. A de engenheiros agrônomos, que são aptos a emitir a receita agronômica e ter a responsabilidade técnica pela comercialização e armazenamento de agrotóxicos, é cerca de três vezes maior, de quatro a cinco mil horas aula, com formação superior. 
No entendimento do Sindicato dos Engenheiros (Senge-PR) os engenheiros agrônomos são os profissionais legalmente habilitados para assumir a assistência e responsabilidade técnica pelo comércio e armazenamento de agrotóxicos. 

Volta das chuvas pode reduzir atraso no plantio de grãos no Paraná

 Semeadura de soja no Estado está concluída em 47% da área prevista, diz Departamento de Economia Aplicada (Deral)

Produtores de grãos do Paraná estão depositando esperanças nas recentes previsões climáticas, que sinalizam a volta de chuvas mais significativas, para reduzir o atraso no plantio da atual safra 2014/15. “Estamos entrando em um ciclo favorável às precipitações, que começou no fim da semana passada e deve se projetar pelo menos até o dia 5 de novembro”, prevê o  meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar, Curitiba/PR), Fernando Mendes.

Conforme Mendes, o sul e o oeste do Estado tendem a receber os maiores volumes de chuvas. “Em algumas áreas, podem haver acumulados de 40 a 50 milímetros (mm) em um único dia”, afirma. Já mais para o norte, na região de Maringá e Londrina, as precipitações serão mais irregulares, e os volumes, menos expressivos. 

Levantamento do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) indica que a semeadura de soja no Estado está concluída em 47% da área prevista (o equivalente a 2,4 milhões de hectares), bem aquém dos 59% de um ano atrás. “Mas se chover bem, em poucos dias esse atraso poderá ser regularizado”, diz Marcelo Garrido, economista do Deral. No caso do milho de primeira safra, a lentidão é menos significativa: 90% da área estimada (ou 484 mil hectares) já foi semeada, ante os 91% do mesmo período de 2013.

A estiagem que afeta o Estado – problema que atinge também boa parte do Centro-Sul do País – acendeu a luz amarela entre os produtores. “O pessoal fica desanimado esperando que chova, mas o importante é que ainda não estamos fora da janela ideal de plantio, que vai até meados de novembro”, lembra o presidente da Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, com sede em Campo Mourão, José Aroldo Gallassini.

A Coamo estima que o plantio de soja esteja concluído em 70% da área da cooperativa. Há um ano, esse número estava mais próximo dos 80%. Por outro lado, a semeadura já foi praticamente encerrada no oeste do Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde a Coamo também atua. “Devemos ter uma safra normal, desde que as chuvas se regularizem logo”, afirma Gallassini.

Na Cocamar, outra importante cooperativa paranaense, com sede em Maringá, apenas 35% da área total de 668 mil hectares está plantada. No mesmo período de 2013, eram 70%. De acordo com Emerson Nunes, coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, já há relatos de replantios. “As áreas plantadas no início de outubro se beneficiaram das chuvas no fim de setembro e estão em boas condições. Mas quem plantou em meados de outubro enfrenta situação mais crítica”, explica.

Ainda conforme Nunes, muitos cooperados têm se antecipado e colocado as máquinas no campo antes mesmo de as chuvas se concretizarem. “Não é o que recomendamos, mas o produtor está receoso de perder o período ideal de plantio”. Por ora, a expectativa é que a colheita na área da Cocamar totalize 2,07 milhões de toneladas, 38% acima das 1,5 milhão de toneladas do ciclo 2013/14, que também sofreu com uma estiagem.

As dificuldades com a soja neste momento também já representam perigo para a semeadura da safrinha de milho, no início do ano que vem. “Não descartarmos atraso no plantio, diminuição de área e de investimento em tecnologia”, conclui.

Fonte: Valor Econômico, adaptado pela equipe feed&food.

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