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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Boletim Diário da FAEP

* A carne suína vale 98% mais do que a de frango, quando comparados os preços no atacado. A carne bovina supera em 150% a de ave.

* Arroz e feijão devem ganhar mais espaço na ceia do brasileiro em 2014
* Paraná regulamenta o novo Código Florestal à especificações do Estado


Arroz e feijão devem ganhar mais espaço na ceia do brasileiro em 2014

Os cereais, normalmente esquecidos durante o período de festas de final de ano, poderão ter um comportamento diferente em 2014.
A tradicional tendência de queda de preços, devido à menor demanda, vai ocorrer, mas em ritmo menor do que normalmente.
A avaliação é de Vlamir Brandalizze, da consultoria Brandalizze, de Curitiba. A situação econômica nada favorável e o endividamento crescente da população vão inibir a compra dos tradicionais produtos de Natal e manter parte dos consumidores fiéis ao arroz e feijão.
Apesar desse movimento, Brandalizze ainda vê preços fracos para arroz e feijão neste final de ano. No próximo mês, começa a chegar feijão novo ao mercado. Já o arroz se mantém no período de entressafra.
Nesta semana, o preço do feijão está em queda, com a saca negociada, em média, a R$ 102, um valor 3% inferior ao registrado nas negociações da semana passada, aponta pesquisa da Folha.
Brandalizze diz que essa retração é normal neste período do mês, mas que, a partir do dia 20, quando as redes de varejo começam a fazer as compras para repor estoques, os preços voltam a subir.
Ao ser negociado a esse patamar, o feijão mantém queda de 2,3% em relação aos valores de igual período de 2013.
Os dados mais recentes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimentos) indicam que a produção de arroz do Rio Grande do Sul ficará entre 8 milhões e 9 milhões de toneladas na safra 2014/15.
Já a produção total de feijão deverá ficar em 3,15 milhões de toneladas. Se confirmado esse volume indicará uma queda de 8% em relação à safra anterior.
Soja Os preços médios de 2015 deverão recuar 6% em relação aos praticados neste ano, conforme estimativas da RC Consultores. Essa queda ocorre devido ao aumento de produção.
Quanto caiu Os preços do primeiro contrato de negociação na Bolsa de Chicago deste mês indicam, no entanto, recuo ainda maior ante o mesmo período do ano passado: menos 21%.
Alta Já os preços médios do milho deverão ter alta de 1% no próximo ano, em relação aos deste, segundo a RC Consultores.
Cacau do vizinho A produção do Peru sobe 5%, para 70 mil toneladas nesta safra, apontam analistas do Usda.


Paraná regulamenta o novo Código Florestal à especificações do Estado

O governador estadual sancionou a Lei Estadual que normatiza o Programa de Regularização Ambiental (PRA). O texto trata da adequação das propriedades rurais do Estado ao novo Código Florestal. Conforme a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) a legislação especifica as situação próprias do Paraná, como os passivos do antigo Código Florestal e da Lei Florestal do Paraná (Sisleg) ao novo Código.
Conforme a assessora técnica de Meio Ambiente da FAEP, Carla Beck, a lei mantém as conquista em relação a áreas consolidadas e isenção de recomposição de reserva legal para imóveis inferiores a quatro módulos fiscais (no caso de Umuarama 80ha) existentes até 22 de julho de 2008. Nestes casos de dispensa de regeneração, os proprietários, após inscreverem no Cadastro Ambiental Rural (CAR), poderão pedir a baixa na averbação junto aos Cartórios de Imóveis.
De acordo com a lei, as propriedades rurais com área acima de quatro módulos ou desmembradas após 22 de julho de 2008, poderão somaras Áreas de Preservação Permanente (APPs ou matas ciliares) às de Reserva Legal, para alcançar os 20% exigidos de área ambientalmente protegida. O novo Código federal, aprovado em maio de 2012, criou dois mecanismos de regularização ambiental: o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de regularização Ambiental (PRA) .
Inscrição do CAR
Todos os produtores rurais do país, mais de 5 milhões, estão obrigados a proceder a inscrição de suas propriedades no CAR e com esse registro, além de eventuais regularização junto aos Cartórios, e aderir ou não ao PRA. Aqueles que aderirem terão suas multas suspensas. Para esclarecer e facilitar esses procedimentos, a FAEP já treinou em todo o Estado mais de 1 000 profissionais, técnicos e cartorários.
Da mesma forma, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) treinou seus técnicos e da Emater para orientar os produtores sobre a nova legislação ambiental.

Preço do frango deve subir até o fim do ano

A carne de frango começa a recuperar preços neste mês no atacado, com alta superior à bovina e à suína. Apesar desse aumento, a carne de frango perde em muito para as demais nas últimas semanas, quando se comparam os reajustes de cada uma.

Pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indica que a defasagem da carne de frango, em relação à de frango e à bovina, é a maior desde 2004, quando o órgão iniciou essa comparação.

A carne suína vale 98% mais do que a de frango, quando comparados os preços no atacado. A carne bovina supera em 150% a de ave.

Para mostrar que a carne de frango teve reajuste bem menor do que as demais, o Cepea tomou como base os preços no atacado no final de setembro. Dessa data até terça-feira (11), as carnes bovina e suína subiram 16%. A de frango, apenas 4%.
Francisco Turra, da Abpa (associação de produtores e exportadores de carnes de frango e suína), diz que esse descasamento se deve mais a uma questão de quantidade do que a outros fatores.
Demandas interna e externa existem para todos as carnes, mas a rapidez com que o setor consegue repor a produção de frango permite um abastecimento melhor.
"A produção de frango é mais flexível. Uma redução de oferta pode ser recomposta em poucas semanas. Se faltar carne suína, a oferta só volta a se regularizar em dez meses", diz Turra.
Ele acredita, no entanto, que este final de ano voltará a ser mais favorável para o frango. Devido ao intenso aumento de preços das proteínas, poderá haver uma redução na procura interna. O frango ganhará mercado devido ao menor preço, diz ele.
O grande propulsor desse aumento de preços das carnes foram as demandas externa, principalmente a vinda da Rússia, e interna. Com isso, a carne bovina atingiu o valor histórico de R$ 145 por arroba nesta quarta-feira (12) em São Paulo, segundo a Informa Economics FNP.
A carne suína está em R$ 100 por arroba; e a de ave, após ter atingido R$ 2,80, caiu para R$ 2,70 por quilo.
É um bom ano para as proteínas, avalia Turra. A produção de carne de frango atingirá 12,7 milhões de toneladas; a bovina, 9 milhões, e a suína, 3,5 milhões.
Baixo carbono Nesta safra 2014/15, o plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) liberou R$ 1 bilhão de crédito para os produtores. Só em outubro, foram R$ 361 milhões. Desde o início do plano, os produtores tomaram crédito de R$ 8,1 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Área comprometida O atraso no plantio da soja neste ano, devido à estiagem, deverá reduzir a área da segunda safra de milho a ser semeada pelos produtores mato-grossenses.
Janela ideal A demora no plantio da oleaginosa faz com que o produtor perca o momento ideal para o plantio de milho. A Aprosoja (entidade que congrega produtores em MT) prevê que, em algumas áreas, a redução do plantio vá atingir 40% em relação à intenção inicial.
Como está Apenas 76% da área que será destinada à soja em Mato Grosso já foi semeada. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 86%, segundo a entidade.
Bom na França Já os produtores franceses comemoram a boa produtividade de milho que vão obter nesta safra. A produção do país deverá atingir 17 milhões de toneladas, 15% mais do que na anterior.
Oferta maior Uma produção maior de milho na Europa diminui ainda mais as perspectivas de exportações dos países sul-americanos -entre eles o Brasil- para aquele continente.

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