A palavra e a idéia de República
nasceram entre os romanos antigos. A palavra significa "coisa
pública" ou "bem comum". O termo denota uma comunidade política
organizada, assinalada pelos requisitos da existência de um povo, de um
território e de um governo. A idéia era que todos os cidadãos participassem da
escolha daqueles que os representariam nos destinos da nação.
Na Roma Antiga, o período
republicano correspondeu ao período de maior desenvolvimento daquela civilização.
Houve um substancial aumento territorial através de diversas guerras
empreendidas pelos romanos. Houve também uma grande descentralização do poder
que antes estava concentrado nas mãos de um único rei e a luta entre os
integrantes dos dois principais grupos sociais romanos: os patrícios e os plebeus.
Em 27 a.C., Otávio liderou um golpe militar que teria dado origem ao império em
Roma.
No Brasil, a República surgiu em
15 de novembro de 1889. Naquela tarde ensolarada do mês de novembro, o Marechal
Deodoro da Fonseca, que estava bastante doente, teria se levantado de sua cama e,
em cima de seu cavalo, teria proclamado a República pelas ruas do Rio de
Janeiro. A proclamação da República adquiriu feições de um golpe militar. Não
podemos dizer que o grande herói da República era um republicano convicto. Ele
havia escrito a um sobrinho, alguns meses antes, afirmando em sua carta que a
monarquia, sem dúvida, era o melhor regime político para o Brasil. Mas,
influenciado por republicanos convictos como Benjamin Constant, ele proclamou a
República brasileira em novembro de 1889.
O povo assistiu
"bestializado aos acontecimentos", de acordo com um jornalista e
político da época chamado Aristides Lobo. Ou seja, tal como na independência
brasileira, o povo não havia participado daquele evento político. Nossa
República também não começou bem. O primeiro presidente da República, o próprio
Marechal Deodoro, governou o país por pouco mais de 10 meses – de janeiro a novembro
de 1891.
Hoje, a República deve ser
entendida como a possibilidade de participação popular dos cidadãos. É em função
de sua existência que podemos votar naqueles que terão o encargo de decidir o
futuro da nação.
Desde os vereadores que compõem
as Câmaras Municipais até o Presidente da República, cabe a nós, cidadãos, a
escolha desses líderes. E devemos escolhê-los bem para que não nos arrependamos
depois.
Ricardo Barros é Mestre em
Educação, graduado em História e Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP)
e professor de História do Colégio Paulista (COPI).





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